Com voto contrário de Marcos, CCJ aprova projeto de permuta de terreno no Sítio Cercado


Mesmo com o voto contrário do vereador Marcos Vieira, foi aprovado o projeto de lei do prefeito de nº 005.00131.2018 que autoriza a permuta de um lote de quase 4mil m² no Sítio Cercado por outros três de menores proporções no Atuba.

A votação ocorreu após a devolução do pedido por mais informações feito por Marcos na última semana, onde a prefeitura reafirmou a falta de interesse público no terreno e falta de necessidade de implantação de uma nova unidade de saúde na região.

O projeto segue agora para avaliação nas demais comissões da casa.

Pedido por mais informações

Na última semana, Marcos havia apresentado um parecer por mais informações - aprovado por todos os membros da comissão - pela justificativa da prefeitura de não haver interesse público pelo terreno para instalação de futuros equipamentos públicos. Afirmação distante da realidade, segundo dados das unidades de saúde da região recebidos pelo vereador, que alegam estar com sua capacidade de atendimento ultrapassada.

"Não podemos concordar com a justificativa da falta de interesse público, afinal, a população clama diariamente por maior atenção à saúde e expansão do atendimento. A Unidade de Saúde Bairro Novo está com uma demanda de 23mil usuários, sendo que sua capacidade é 14mil. Assim como a Unidade Salvador Allende que atende 15mil usuários e possui capacidade para 10mil. Este terreno seria a solução para desafogar esses atendimentos e valorizar a população", afirmou Marcos sobre a necessidade de receber mais informações da prefeitura que justifiquem a verdadeira necessidade desta permuta.

Falta de espaços como justificativa

Recentemente, antes da reversão da decisão de fechamento da UPA Pinheirinho, uma das justificativas pela escolha do local para receber a Unidade de Estabilização Psiquiátrica, apresentada pela equipe que representava a prefeitura na reunião com moradores e lideranças, foi a falta de espaço para a implantação do equipamento, inclusive de terrenos púbicos.

Para o vereador, há um contraponto nos discursos. "Vemos que a justificativa não se sustenta, pois o terreno em permuta poderia, inclusive, receber esta Unidade de Estabilização ou até um Centro Esportivo ou Cultural, grandes necessidades da região".

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