Projeto de Lei estabelece diretrizes para uso de tablets como tecnologia assistiva na rede municipal de ensino
- 20 de jan.
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De autoria do vereador Marcos Vieira (PDT), medida fortalece acessibilidade no ensino
Tramita na Câmara de Curitiba uma proposta que define diretrizes para o uso de tablets com Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) como tecnologia assistiva na rede municipal de ensino. O texto é de autoria do vereador Marcos Vieira (PDT). O objetivo é ampliar a autonomia, a participação e o processo de aprendizagem, eliminando barreiras comunicacionais no ambiente escolar. A disponibilização dos tablets deverá observar critérios técnicos e pedagógicos, como laudo emitido pela unidade escolar e, quando necessário, parecer multiprofissional.
Objetivos – O projeto de lei é voltado a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), deficiência intelectual, paralisia cerebral, deficiência da comunicação e outras condições que demandem apoio pedagógico especializado, conforme avaliação pedagógica e multiprofissional.
Entre os principais objetivos estão a promoção da inclusão educacional, o fortalecimento da aprendizagem personalizada, a ampliação da participação dos estudantes nas atividades escolares e a garantia do direito à educação em condições de igualdade. A proposta também busca reduzir a evasão escolar, fortalecer a autoestima e favorecer a interação social de estudantes com deficiência ou necessidades educacionais específicas.
Diretrizes – A proposta estabelece prioridade para estudantes que não disponham de outro recurso de comunicação alternativa e determina que os equipamentos sejam configurados com ferramentas de acessibilidade, como pictogramas, síntese de voz, contraste adequado, tamanho de fonte ampliado e comandos simplificados. A matéria ainda autoriza a cooperação do município com instituições públicas de ensino e pesquisa para o desenvolvimento, adaptação ou licenciamento de softwares e conteúdos acessíveis, fortalecendo o uso pedagógico dos dispositivos e estimulando soluções baseadas em evidências científicas.

Conforme o vereador Marcos Vieira, a iniciativa representa um avanço importante na consolidação de uma educação verdadeiramente inclusiva na rede municipal. “A comunicação é um direito fundamental e um pilar da aprendizagem. Quando o estudante não consegue se comunicar, ele encontra barreiras que vão além do conteúdo pedagógico. Assim, esse projeto cria diretrizes para que a tecnologia assistiva seja usada como aliada da inclusão, garantindo mais autonomia, participação e igualdade de oportunidades para crianças e adolescentes da rede municipal.”, destacou o autor da proposta.
Trâmite - Após o protocolo, o projeto passa pelas etapas do processo legislativo na Câmara Municipal de Curitiba. A proposição é analisada inicialmente quanto à legalidade, segue para as comissões temáticas, onde recebe pareceres técnicos, e depois é votada em plenário. Se aprovada, a matéria é encaminhada ao Executivo para sanção e publicação, quando passa a valer como lei municipal.




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