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Marcos Vieira propõe áreas seguras para empinar pipas em Curitiba

Brincadeira que atravessa gerações, o ato de empinar pipas pode ganhar um novo significado em Curitiba. Está em tramitação na Câmara Municipal o Projeto de Lei nº de autoria do vereador Marcos Vieira (PDT), que propõe a criação de diretrizes para a implantação dos chamados pipódromos, espaços públicos destinados à prática segura de soltar pipas, pandorgas e similares.


A proposta busca assegurar lazer, convivência comunitária e, principalmente, segurança. “Apesar de ser uma atividade tradicional entre crianças, adolescentes e famílias, empinar pipas em locais inadequados tem gerado acidentes, especialmente pela proximidade com redes elétricas, vias de tráfego intenso e pelo uso irregular de materiais cortantes, como o cerol”, explicou o vereador propositor.



Implementação - O projeto define critérios para implantação dos pipódromos em áreas abertas e seguras, afastadas de redes elétricas e locais de risco, com faixas de segurança e sinalização educativa. Os espaços poderão ser praças, parques, áreas públicas ociosas ou locais viabilizados por convênios com a iniciativa privada e associações comunitárias.


Segurança - O projeto reforça a proibição do uso de cerol e linha chilena, conforme a Lei Municipal nº 11.435/2005, e prevê sinalização com alertas sobre a vedação e as sanções. Para o vereador Marcos Vieira, a proposta busca conciliar lazer e segurança: “Não basta apenas proibir. É preciso oferecer alternativas seguras para que essa prática cultural continue sem colocar ninguém em risco”, destacou o vereador.



A implementação será gradual, conforme a disponibilidade orçamentária do Município. O texto também se apoia em experiências bem-sucedidas de outras cidades brasileiras, como Quatro Barras, São Paulo, Rio de Janeiro, Ouro Preto e Araucária, que já regulamentaram áreas específicas para a prática segura de empinar pipas. Além disso, o projeto pretende reduzir acidentes, desestimular práticas irregulares e fortalecer ações educativas.


Trâmite - Após o protocolo, o projeto passa pelas etapas do processo legislativo na Câmara de Curitiba. A proposição é analisada inicialmente quanto à legalidade, segue para as comissões temáticas, onde recebe pareceres técnicos, e depois é votada em plenário. Se aprovada, a matéria é encaminhada ao Executivo para sanção e publicação, quando passa a valer como lei municipal.

 
 
 

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